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Expedição literária leva arte e poesia a ribeirinhos na Amazônia

Com apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, projeto Amazônia das Palavras já percorreu, de barco, 1,3 mil quilômetros pelos rios Negro, Amazonas e Madeira

publicado: 15/03/2019 16h43,
última modificação: 15/03/2019 16h48

Levar literatura e conhecimento literário a comunidades ribeirinhas distribuídas em oito cidades ao longo de 1.300 quilômetros pelos Rios Negro, Amazonas e Madeira foi a grande motivação do projeto Amazônia das Palavras. Realizada com apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a primeira parte de projeto ocorreu em novembro do ano passado, com oficinas literárias e apresentações culturais de música e circo.

A iniciativa é a primeira da Associação Mapinguari, que há 16 anos atua na área de audiovisual na região Amazônica, no universo literário. De acordo com a organização, o projeto surgiu da observação da grande dificuldade que quem vive às margens dos rios da Bacia Amazônica de tem para ter acesso a livros e à leitura. O Amazônia das Palavras é o sétimo projeto que a Mapinguari executa por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Para todos os projetos foram autorizados cerca de R$ 6 milhões

O resultado, segundo Felippe Kopanakis, integrante do projeto, superou muito a expectativa da equipe. “Realizamos a primeira edição do projeto e não tínhamos ideia de como seríamos recebidos. Em duas cidades, chegamos em pleno feriado, e as pessoas estavam mobilizadas nos esperando. Quando aportávamos em cada uma das cidades, era uma grande surpresa até para nós. Os próprios alunos vinham receber o barco, em uma acolhida muito calorosa”, conta.

Alunos das escolas da rede pública das cidades de Manaus, Itacoatiara, Nova Olinda do Norte, Borba, Novo Aripuanã, Manicoré, Humaitá e Porto Velho participaram de cinco oficinas, entre as quais estão Contação de Histórias Indígenas, Produção de Contos, Sons do Cotidiano, Animação e Poesia: Narrativa e Escuta. Além das oficinas, foram realizadas também aulas-espetáculos, nas cidades de Itacoatiara e Manaus, com o professor Daniel Munduruku e, nas outras cidades, com o professor José Bessa. As aulas-espetáculos foram realizadas em espaços abertos e contaram com a participação da comunidade.

O projeto se desdobra em outros dois. O primeiro é um documentário sobre a expedição, com relato da equipe, dos profissionais que foram. No filme, será destacado o relato dos beneficiários, professores, alunos e estudantes. O outro projeto é a criação de um livro de fotografia, que está em fase pré-produção. Ambos os subprodutos serão encaminhados a todas as escolas e bibliotecas municipais das cidades incluídas no percurso feito pelo barco do Amazônia das Palavras.

Gestor da Escola Julieta Lopes, em Novo Aripuanã, Aldenor Saraiva elogiou não apenas o projeto, mas também a metodologia empregada pelos facilitadores das oficinas. “As dinâmicas que eles usam permitem que os alunos se aperfeiçoem mais na leitura e no conhecimento. Os alunos gostaram muito de participar e eu não tive nem vaga para outros que nos procuraram”, disse.

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